
Purgatório
“Do Inferno ao Purgatório e depois ao Paraíso
Tal viagem não seria, na verdade, uma vertigem?
E as palavras que disfarçam teu sorriso indeciso
Não viriam, na verdade, de um desejo sem origem?
Não vislumbre ‘O beijo’ incauto, improvável, de Rodin
Improvável, impossível, pois de mármore é o músculo
Pois teu prêmio de consolo: a sonolência da manhã
E os passos que te levam displicente no crepúsculo
E nas pálpebras fechadas, tuas pupilas dilatadas
Só enxergam o que sentem teus quietos lábios túmidos
E a boca ambicionada, no entanto, inalcançada
É a causa inevitável dos teus tristes olhos úmidos”
A resposta, equilíbrio insistente, agonizante:
Não me importa, no deserto, tua razão cheia de ritmo
Pelos olhos, pelas mãos, pela voz de um ser pedante
Meu afeto desmedido é, contudo, o mais legítimo
Lapidado com destreza pelo instrumento eólico
O afeto a mim se impõe, muito embora tão suspenso
Com seus gestos compilados em meu puro ser simbólico
Guardo a graça glacial do vermelho mais intenso.

Olá, Lana!
ResponderExcluirMuito prazer em "conhecê-la"! :-)
Gostei bastante da sua poesia, moça, estarei sempre por aqui a partir de agora - seu blog já faz parte da minha lista de favoritos.
Fiquei muito contente com a sua visita ao Subsolo. Me manda o seu email no seguinte endereço: within_emdevir@yahoo.com.br. Daí eu coloco você no meu mailing semanal.
Você é daqui de São Paulo, então? Que faz?
Beijos,
Flávio Ricardo
Obrigada, Flávio!!
ResponderExcluirtomara que eu consiga atualizar o blog a contento!! rssss
keep in touch!
beijos
Lana