
Deus e o diabo na terra da garoa
Sei apenas que és um lugar
E que ainda me custa te achar
Quero ver-te, São Paulo oculta
Sei que és puta e és donzela
És adulta em sentinela
És um pranto a se calar
Quero verde, São Paulo cinza
De tão cinza, a arte arde
És um cinza sem vontade
Com vergonha de assustar
Quero moer-te, São Paulo dura
Tens candura e tens atrito
Quando és pura, o teu grito
É um menino a blasfemar
Quero aquecer-te, se és verdade
Tens idade e não tens tempo
Há saudade em teu ar bento
E vaidade em teu olhar
Quero esquecer-te, se és mentira
O que tira esse teu manto?
É o que atira em meu encanto
Ou o que me faz silenciar?
Quero anoitecer-te, se és preguiça
Com cortiça, compor uma cama
E uma mestiça que não te ama
Será feliz em te ninar.

Olá, Lana!
ResponderExcluirMuito prazer em "conhecê-la"! :-)
Gostei bastante da sua poesia, moça, estarei sempre por aqui a partir de agora - seu blog já faz parte da minha lista de favoritos.
Fiquei muito contente com a sua visita ao Subsolo. Me manda o seu email no seguinte endereço: within_emdevir@yahoo.com.br. Daí eu coloco você no meu mailing semanal.
Você é daqui de São Paulo, então? Que faz?
Beijos,
Flávio Ricardo